sexta-feira, 6 de abril de 2012

Queridos Inimigos!

Gilles Villeneuve versus Didier Pironi

Dois pilotos educados, refinados e bastante ambiciosos que destruíram uma amizade pelo temor que um causava ao outro. Temor puro e mútuo. Didier Pironi foi o verdadeiro causador da inimizade por sentir Gilles Villeneuve como uma ameaça à sua carreira vitoriosa.
Os dois competiram juntos na Ferrari por uma temporada completa em 1981 e mais algumas corridas de 1982. No primeiro ano, como o carro era muito mau, não houve rivalidade entre ambos. No entanto, Villeneuve fez um ano impecável, venceu duas corridas e marcou 25 pontos contra apenas 7 de Pironi. Nos bastidores, Enzo Ferrari já havia prometido: se o carro de 82 fosse bom, a equipa faria de tudo para fazer o canadiano campeão. É óbvio que o “maquiavélico” francês, que não chegava perto do companheiro nem nos contratos de patrocínio, não estava feliz com a situação.
O primeiro sinal do distanciamento foi o fato de Didier não ter convidado Gilles para o seu casamento, no início de 1982. A temporada começou com Villeneuve andando bem mais rápido, errando bem mais e marcando menos pontos do que Pironi. O problema surgiu em Imola, quando a Ferrari estava a ponto de obter uma dobradinha Villeneuve-Pironi. Como a corrida já estava sob controle total, a equipa pediu aos seus pilotos que  poupassem os pneus diminuindo o ritmo. Villeneuve obedeceu, mas Pironi não fez o mesmo e ultrapassou-o na “Tosa”, assumindo a liderança. O canadiano não achou graça nenhuma e atacou o companheiro, ultrapassando-o e retomando a liderança. Mas Pironi estava diabólico e ultrapassou Villeneuve novamente na penúltima volta. E venceu a corrida.
No pódio, o ambiente estava pesado. Pironi nem olhava para a cara do enfurecido Villeneuve, que declarou à imprensa que nunca mais falaria com ele. O fim das relações entre os dois foi o assunto mais comentado da Fórmula 1 pelos quinze dias seguintes. Em Zolder, Pironi estava à frente de Villeneuve nos treinos, e o canadiano estava bastante desesperado com a situação. Faltando poucos minutos para o fim dos treinos, foi para a pista, tentou ignorar o retardatário Jochen Mass, sofreu um acidente e morreu. Meses depois, Pironi também sofreu um gravíssimo acidente em Hockenheim, mas sobreviveu.
Em 1987, pouco antes de morrer, Didier Pironi viria a dar o nome de Gilles a um de seus filhos. Um misto de demagogia e consciência pesada.

Nigel Mansell versus Nélson Piquet

“Mansell é o maior idiota que eu já vi”. Essa frase foi dita pelo ex-companheiro de equipe do inglês, Nelson Piquet.
Nigel Mansell e Nelson Piquet eram duas das figuras mais emblemáticas da Fórmula 1 dos anos 80. Cada um deles tinha a sua personalidade, que era diametralmente oposta à do outro. Piquet era um iconoclasta, um transgressor do status quo da categoria. Era criativo, vibrante, aventureiro, gostava de levar uma boa vida com as suas mulheres e os  seus iates. Destacava-se pelo sarcasmo frequentemente confundido com arrogância ou má-educação. Já Mansell, formado em engenharia, fazia o perfillow profile. Tinha a sua mulher, considerada muito feia por Piquet, os seus filhos e a sua vida pacata típica de um inglês do interior, o que talvez explique sua falta de malícia perante o mundo da Fórmula 1.
Mansell e Piquet foram companheiros na equipa de Sir Frank Williams por apenas dois anos, 1986 e 1987. Tempo suficiente para que a equipa se dividisse entre os defensores de Piquet e os de Mansell. Frank Williams gostava muito de Nigel, mas ficava deslumbrado com a perspicácia do brasileiro. Já Patrick Head era 100% Mansell, e como a sua influência era tão forte quanto a de Frank, a equipa acabava privilegiando o piloto inglês. Dois episódios ilustram bem esse proteccionismo: no GP da Alemanha de 1986, Nigel Mansell tinha problemas com os pneus e deveria parar nas boxes para trocá-los. No entanto, Nelson Piquet prega uma surpresa em todos e entra nas boxes, antecipando a sua troca de pneus e obrigando Mansell a ficar com aqueles pneus por mais uma longa volta. Com isso, Nelson ganhou o tempo necessário para vencer a corrida de forma antológica. Após a corrida, Piquet ainda deu uma sapatada nas costas do enfurecido Patrick Head.
No ano seguinte, a Williams desenvolveu um sistema de suspensão activa que deu muitas alegrias a Piquet e muitas dores de cabeça a Mansell. O brasileiro venceu três corridas até meados do campeonato enquanto que Mansell sofria para acertar o seu carro. A briga entre os dois chegou a um ponto em que Nelson escondia os acertos do seu carro, o que dificultava ainda mais a vida do oponente. Como forma de ajudar Mansell, Patrick Head decidiu que os Williams não teriam mais suspensão activa para as três últimas etapas de 1987. Mesmo assim, Piquet sagrou-se campeão em 1987. Contra a vontade de boa parte da equipa.

Jusn Pablo Montoya versus Ralf Schumacher

É uma dupla que tem muito em comum com Mansell e Piquet. Ambos competiram pela Williams. Ambos dividiram as opiniões da equipa. Ambos apresentavam personalidades bastante distintas. Montoya era o latino enfurecido, capaz de escandalizar uma Fórmula 1 inteira pelo lado bom e pelo lado mau. Ralf era o germânico que fazia cara de mal-humorado e que parecia demonstrar uma constante inveja pelo sucesso do irmão Michael. Admirador dos tipos efusivos, Frank Williams apostava no colombiano, cria sua desde 1997. Patrick Head ficava em cima do muro. Quem dava apoio a Ralf era a BMW, fornecedora de motores da equipa.
A rivalidade entre os dois começou já na pré-temporada de 2001, com alfinetadas trocadas através de declarações à imprensa e atitudes pueris como o isolamento dos mecânicos. Durante o ano de 2001, enquanto Montoya ainda aprendia a terminar duas corridas consecutivas, Ralf fazia o seu melhor ano na Fórmula 1.
Em 2002, ambos estavam em condições parecidas – levando “porrada” da Ferrari. Ralf e Montoya ficavam-se pelos terceiro e quarto o tempo, demonstrando até mesmo uma certa apatia. No entanto, em Indianápolis, os dois protagonizaram um belíssimo espectáculo ao baterem um no outro na primeira curva da segunda volta da corrida. Enquanto Montoya saía pela relva, Ralf ficava sem o aileron traseiro. Nas boxes, Patrick Head perdia a compostura com os dois “estrupícios”.
Depois disso, Ralf decaiu e Montoya sossegou. Nunca foram amigos, embora Montoya tenha até admitido que “Ralf é um gajo porreiro”, o que é uma visível atitude política. No fim de contas, ambos deixaram a equipa no final de 2004. Só que, ao contrário de Mansell e Piquet, nenhum deles saiu de lá campeão.
 
Ayrton Senna versus Alain Prost

A rivalidade mais conhecida da história da Fórmula 1. Ela envolveu dois monstros sagrados da Fórmula 1 num período no qual os pilotos começavam a ter mais fama do que a própria categoria. E acabou culminando num acidente que decidiu um título.
Ayrton Senna e Alain Prost tinham muito em comum e muitas diferenças. Ambos eram bastante compenetrados e perfeccionistas. Ambos eram políticos com quem lhes interessava. Ambos eram maquiavelicamente pragmáticos. Ayrton Senna gostava de chuva e de correr em pistas de rua. Alain Prost odiava chuva e pistas de rua, mas acertava os carros de um jeito que o brasileiro não conseguia. Quando Senna chegou na McLaren, Prost já tinha feito quatro temporadas com a equipa de Woking. Os dois correram juntos por apenas dois anos, 1988 e 1989. No começo, o relacionamento era notavelmente bom.
No Estoril/1988, no entanto, a coisa começou a descambar. Na segunda volta da segunda largada, Prost tentou ultrapassar Senna na recta dos boxes. O brasileiro fechou violentamente o francês, que quase bateu no muro do lado direito. Mesmo assim, Prost insistiu e conseguiu a ultrapassagem. Findada a corrida, Prost criticou Senna pela atitude e chamou o brasileiro para um café na motorhome da McLaren para discutir o que aconteceu. Conversaram e tudo foi resolvido.
Imola/1989. Havia um acordo prévio entre os pilotos da McLaren que, após a primeira curva, um não deveria ultrapassar o outro na primeira volta. Como a corrida teve duas largadas, Senna considerou que o acordo já não valia mais desde a primeira largada. E na primeira volta da segunda largada, o brasileiro ultrapassou Prost na Tosa, disparou e venceu a corrida. O relacionamento entre os dois acabou aí.
Prost e Senna deixaram de se falar e a maioria da McLaren colocou-se ao lado do brasileiro. Sem “clima” para permanecer na equipe, o francês anunciou no fim de semana da corrida que estava de malas aviadas. O ambiente permaneceu negativo até ao GP do Japão. Os dois bateram na chicane e Prost ganhou o título.
Depois deste acidente, ainda se atacaram noutras ocasiões, seja por acidentes na pista ou por declarações ferozes. A reconciliação aconteceu apenas no fim de 1993. Pelo que um fez ao outro, especialmente nas corridas japonesas de 1989 e 1990, até que veio rápida e facilmente.

Carlos Reutemann versus Alan Jones

Este é o conflito menos conhecido, mas talvez o mais agressivo da história da equipa Williams.
Assim como as duplas anteriores, os dois pilotos eram completamente diferentes entre si. Jones encarnava o arquétipo do australiano sisudo e agressivo, enquanto que o judeu Reutemann desfilava a elegância e prepotência pelo paddock. Os dois foram companheiros de equipa em 1980 e 1981. No primeiro ano, tudo correu de modo tranquilo, Jones foi campeão e Reutemann ficou em terceiro. Como o australiano também tinha mais tempo de casa, nada mais natural do que ele ser considerado o primeiro piloto da equipa em 1981.
No entanto, a hierarquia desmorenou-se logo na segunda etapa do campeonato, o Grande Prémio do Brasil. Carlos Reutemann liderou a corrida desde a primeira volta, com Alan Jones sempre atrás. A Williams mandou Reutemann ceder passagem a Jones, mas diante de uma considerável falange de apoio argentina no circuito de Jacarepaguá, ele recusou, manteve-se à frente e venceu a corrida. Enquanto Reutemann era celebrado sob gritos de “Lole! Lole!”, Jones recusava-se a subir ao pódio para receber o troféu de segundo lugar.
A partir daí, Jones passou a nutrir um enorme sentimento de ódio por Reutemann, que respondia com desprezo. A Williams tomou o partido do australiano, e a confusão estava instalada. O clima na equipa estava muito mau e nem os bons resultados obtidos pelo argentino recuperaram os ânimos. No fim das contas, Reutemann chegou à última corrida, em Caesar’s Palace, com 49 pontos e a liderança do campeonato. Nelson Piquet, o vice-líder, estava apenas um ponto atrás. Alan Jones, com 37, estava completamente fora da disputa. Antes da corrida, disse a todos que não ajudaria o seu companheiro por acreditar que não havia o que fazer, uma vez que segurar os outros pilotos seria anti-desportivo.
O caso é que a Williams não moveu uma única palha para ajudar o argentino, que apesar de ter obtido a pole-position, teve um carro completamente problemático durante a corrida, perdeu várias posições e terminou apenas em oitavo. E quem venceu? Alan Jones, que dispôs de um carro impecável. Com os resultados, Nelson Piquet venceu o título com apenas um ponto de vantagem sobre Reutemann.
Mesmo depois da saída de ambos da Williams, o ódio continuou. Após Jones ter anunciado a sua retirada, Reutemann aproximou-se dele pedindo para “enterrar o machado de guerra”, ao que o australiano educadamente responde algo como “só se for no seu rabo!”. No fim de 1981, alguém perguntou a Alan Jones se ele correria em 1982. Cáustico, responde que só faria o GP da Argentina para ver a reacção da torcida local…

FERRARI - Evolução de alguns mitos.

Desde os anos 40, a transferência de tecnologia dos carros de competição para os desportivos de rua é uma realidade. Ao longo da história da FERRARI, pouco mais de 70 modelos foram lançados no mercado internacional. Na década de 40, Enzo Ferrari ficou literalmente dividido entre competição e carros comerciais. Por isso, o primeiro carro de rua foi lançado somente em 1948: o coupé 166 Inter. 

1984 
 FERRARI TESTAROSSA. Um clássico da marca, que possuía este nome pelo fato da cabeça do motor ser pintada de vermelho. Possuía o célebre motor 12-cilindros com 390cv, sendo o primeiro modelo da marca a possuir ar-condicionado e bancos de couro. Ganhou fama internacional depois de ser utilizado na série Miami Vice. 
 

1987 
 FERRARI F-40. Foi apresentado em 21 de junho na fábrica de Maranello em comemoração aos 40 anos da marca. Para comemorar esta data histórica a montadora decidiu construir o mais rápido carro do mundo produzido em série, que os italianos apelidaram de “um automóvel de corrida para estrada”.  
 

1992  FERRARI 456. Fazia alguns anos que a montadora não tinha um modelo com motor V12. Este modelo foi lançado para que esta perda fosse esquecida. A maior crítica no seu lançamento foi no que diz respeito ao estilo. Para os italianos, o desenho deste FERRARI não estava muito tradicional e o carro estava muito “japonês” para o gosto deles. Era o único automóvel com quatro lugares da marca (duas pessoas na frente e duas crianças pequenas atrás). Mesmo assim acelerava de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos. 
 

1994 
 FERRARI F355. Lançada na versão coupé para substituir o 348. Este FERRARI tem motor entre eixos e a sua carrocaria é toda feita em alumínio e aço.   
 

1996  FERRARI F-50. Lançado para comemorar os 50 anos de vida da marca, a sua carrocaria era produzida em fibra de carbono e kevlar, para que o carro ficasse mais leve e resistente, podendo chegar a 325 km/h. A sua produção teve tiragem limitada. 
 

 FERRARI 550 MARANELLO. Este modelo causou furor ao conciliar conforto a bordo com o motor 12 cilindros, que pela primeira vez em 27 anos estava situado na dianteira. A aceleração de 0 a 100 km/h era feita em apenas 4,4 segundos. 
 
 

1998 
 FERRARI 360 MODENA. Foi o modelo número 163 projectado pelo Studio Pininfarina para a marca. No ano seguinte seria lançada a versão Spider (descapotável com capota). 
 

 
2002 
 FERRARI ENZO. O carro foi construído com tecnologias usadas na Fórmula 1 e um sistema de aerodinâmica que levantava um pequeno spoiler e flaps quando a alta velocidade, criando sustentação para não deixá-lo decolar, já que o modelo atinge de 0-100km em 3.65 segundos, chegando a 350km por hora. O modelo foi lançado ao preço de US$ 643.330 e 349 unidades disponíveis. A montadora conseguiu vender todos os carros antes mesmo de que a produção fosse iniciada. Mais tarde, depois de muitos pedidos, a montadora decidiu produzir mais 50 unidades subindo o total para 399. Em 8 de novembro de 2005 anunciou que iria produzir outra unidade do carro, doada ao Papa João Paulo II e que angariou US$ 1.274.299 para os sobreviventes do terrível Tsunami ocorrido na Ásia em 2004.  
 

2004  FERRARI 612 SCAGLIETTI. O novo coupé 2+2, que acomoda confortavelmente quatro adultos, tinha carroceria em alumínio, motor V12 de 5.75 litros e 540 cv de potência, e alcançava 315 km/h. Lançado como sucessor do Ferrari 456M, o bólide vermelho fazia de 0-100 km/h em apenas 4,2 segundos.  
 

2006  FERRARI F599 GTB FIORANO. É considerado o melhor automóvel já construído em Maranello. Equipado com o motor V12, o mais potente já desenvolvido (620 cavalos), dispara da inércia até 100 km/h em 3,7 segundos, alcançando 330 km/h. A sigla GTB representa Gran Turismo Berlinetta em homenagem aos coupés já produzidos pela FERRARI e Fiorano é o nome do circuito onde a marca testa os seus bólides. 
 

2007 
 FERRARI 612 ACAGLIETTI SESSANTA. Apresentado no dia 21 de junho, a edição especial “Sessanta” do coupé 612 Scaglietti, era comemorativo do 60º aniversário de fundação da FERRARI. Baseado no FERRARI 612 Scaglietti, o novo modelo conta com um pacote de equipamentos mais completo: um tecto solar panorâmico eletrocrómico (que muda de cor conforme a incidência de raios solares), rodas de 19 polegadas especiais, equipamento de som da marca Bose, monitor de navegação com sintonizador de TV e camera traseira para auxiliar manobras de estacionamento. Foram fabricadas apenas 60 unidades, que terão duas opções de cores exteriores (cinza escuro e vermelho perolizado) e duas internas (marrom e cinza escuro). 

 FERRARI 430 SCUDERIA. Lançado durante o Salão do Automóvel de Frankfurt como modelo de uma série especial com uso de tecnologia derivada da sua equipa de Fórmula 1 e ajuda do heptacampeão Michael Schumacher. O nome Scuderia refere-se exatamente à divisão de corridas da empresa. Equipado com um motor de 510cv, o bólide atinge 230 km/h de velocidade máxima. Vinha equipado com o f1 superfast, um software de última geração que reduz o tempo de troca de mudanças para apenas 60 milésimos de segundo, além de um novo controle de tração.  
 

2008  FERRARI CALIFORNIA. Apresentado no Salão do Automóvel de Paris, este novo modelo é um coupé descapotável equipado com motor 4.3 V8 de 460 cavalos de potência, que acelera de 0 a 100 km/h em quatro segundos. Outra novidade é a capota rígida, utilizada pela primeira vez num modelo descapotável da montadora italiana. Outra novidade é a caixa automática de sete velocidades com sistema de dupla embraegem. Este tipo de embraegem, cada vez mais comum nos carros desportivos mais modernos, é capaz de engatar uma marcha e deixar a outra já preparada, possibilitando trocas de marchas mais rápidas e aumentando o desempenho.  
 

2009  FERRARI 458 ITALIA. Sucessor do mítico F430, o novo modelo, considerado uma síntese de estilo, criatividade, paixão e tecnologia de ponta. O modelo é equipado com um agressivo motor V8 de 4.5 litros, que produz aproximadamente 570 cv de potência. Além disso, a caixa é de dupla embraegem e sete velocidades, feito especialmente para lidar com o torque e a potência deste modelo. A aceleração de 0-100 deste modelo é feita em apenas 3,4 segundos, com velocidade máxima de 325 km/h. 
 

2010 
 FERRARI 599 GTO (Gran Turismo Omologato). Visualmente agressivo, este modelo foi afinado, incluindo a frente, as laterais, o assoalho plano e as tomadas de ar. O cuidado é tanto que o modelo conta com uma ventilação aprimorada dos discos de travão e a adopção de calotas para eles - que seguram o ar quente que sai dos guarda-lamas junto ao carro para reduzir o arrasto aerodinâmico. Debaixo do chassis há um motor V12 de 6 litros que gera 670 cv de potência. Tudo isso significa uma aceleração de 0 a 100 km/h em somente 3,35 segundos, com velocidade máxima de 333 km/h. E tão importante quanto esses números é o tempo de volta em Fiorano, apenas um minuto e 24 segundos, o que faz deste FERRARI o modelo de rua mais rápido da história da marca italiana. 
 

Belíssimas pistas de slot!

Deixo-vos aqui, após uma incursão pelo youtube, filmes de belíssimas pistas caseiras de slot:












Museu Porsche.

Para comemorar os seus 60 anos, a Porsche inaugurou no passado dia 31 de Janeiro de 2009 o seu novo e maravilhoso museu. Eles já tinham um museu anteriormente, mas para quem o visitou sabe que não representava muito bem a história da empresa.
O novo museu apresenta uma estrutura futurista e impressionante. Uma arquitectura completamente diferenciada e ousada. Mas ousadia maior mesmo foi a escolha do local. Pois é, as feministas de plantão na Alemanha não devem ter aprovado muito bem a obra, afinal no mesmo terreno onde foi construído o novo museu existia um estacionamento só para mulheres. Que ironia, hein!? (((-:
Foram estimados 50 milhões de euros para a obra, mas, no fim, a brincadeira custou o dobro (parece que foi construído aqui no burgo! Terá sido a Mota Engil?!?) e demorou muito mais tempo para ser entregue. 140 metros de comprimento e 70 metros de largura, mas o mais impressionante é quando se observa os cantos do museu, pois toda aquela estrutura (aprox. 35.000 toneladas) está apoiada em apenas 3 colunas.





Toda a estrutura apresenta-se numa área de 5.600 m2, trazendo uma colecção de carros fantástica, um pouco de história e curiosidades, muita tecnologia e, além disso, o restaurante “Christopherus” e um bar logo na entrada para tomar um café, um refrigerante ou comer uma das tortas deliciosas que existem na Alemanha. 
 
Segundo um dos responsáveis pelo museu, estão sendo mostrados no museu apenas 80 modelos de carros, sendo que eles tem mais de 300 que estão guardados. Mas a proposta é, assim como no antigo museu e até mesmo no museu da Mercedes, de fazer um sistema de rodízio no acervo, o que torna o museu mais interessante ainda, pois quem visitar duas vezes poderá ser apanhado de surpresa com uma nova mostra.


O museu é MUITO branco e essa escolha não foi à toa. A intenção dos projectistas era dar destaque ao que é realmente destaque: os carros. Além disso, eles quiseram e conseguiram passar alguns valores da marca através do projecto como um todo: leveza, dinâmica, velocidade e força.



Numa das áreas do museu é possível divertir-se sentindo o ronco de diferentes motores, inclusive o da Harley!  Isso mesmo, uma determinada família de motores da Harley Davidson foi desenvolvida pela Porsche (motores Evolution, 1984)! Enfim, é só se posicionar, sentir e vibrar. E o melhor, nem precisa acelerar, pois eles já fazem isso por você! Easy rider!!!

 
Para os mecânicos interessados na parte mais técnica não falta informação e nem tampouco peças para se observar internamente e com detalhes através de uma “oficina” dentro de ”aquários” de vidro. São três “aquários” que apresentam 3 categorias: produção, desenvolvimento e design. Além disso, também existem outras peças expostas pelo museu e também alguns motores sem protecção, o que é óptimo para chegar bem pertinho e ver bem os detalhes.

 

Para os consumistas ou coleccionadores, não percam a loja, que apesar de pequena tem muita coisa que vale a pena levar para casa.


Os visitantes do museu dividem-se em três categorias: os que querem saber muito, os que querem ver e fotografar muito e os que querem atrapalhar as fotos alheias. Quem quer saber sobre a história é só andar devagar lendo tudo que aparece e também parando para ver filmes que passam em várias telas espalhadas na exposição. Mas, para quem só quer ver e, consequentemente, babar, é só ir até a área principal e lá estarão eles: carros desportivos, carros de corrida e, é lógico, os carros dos nossos sonhos.







O museu é cheio de efeitos interessantes e estranhos, mas que devem ter algum significado. Por exemplo, se repararmos na foto de cima do lado direito aparece um número invertido. Agora na foto de baixo tudo está invertido, inclusive o carro. Na verdade, segundo um engenheiro mecânico, a ideia de colocar o carro de cabeça para baixo é para chamar atenção ao fato de que, conforme os cálculos aerodinâmicos, quando se atingisse uma velocidade acima dos 321,4 Km/h, a força aerodinâmica seria capaz de manter o carro preso ao solo, mesmo que o carro estivesse de cabeça para baixo.


Dos efeitos especiais, o mais interessante é a projecção numa parede dos modelos da Porsche. Ali, fica claro, que todos os designs se sobrepõem, mostrando uma clara evidência de que o design é uma identidade muito forte e marcante da Porsche. A primeira foto retrata a imagem que é fixa no painel, ou seja, apenas os contornos e as outras duas fotos são exemplos do que acontece quando o modelo seleccionado muda. Fantástico!




No último andar, são expostos carros sobre círculos móveis no chão.


Os carros de corrida são a “menina dos olhos” da Porsche. Eles estão definitivamente em destaque no museu, principalmente o Porsche 917, posicionado sob 320.000 luzinhas LED. As luzes mudam constantemente o seu trajecto de projecção, formando frases famosas de pilotos de carros de corrida ou imagens de circuito das corridas.


Aliás, não há prova maior do sucesso com carros de corrida, do que a colecção de prémios que expõem: são 28.000 vitórias conquistadas.
Para além de tudo, o museu ainda oferece um “Centro Multimédia” gratuito, onde o visitante pode navegar um pouquinho e conhecer mais sobre a história e sobre os modelos da Porsche. Aparentemente este espaço é o queridinho das crianças pequenas e também – por que não – das crianças já um bocado crescidinhas.


Ir a um museu quase sempre trás duas coisas: dor nas pernas e algum conhecimento extra. Pensando nisso, a Porsche providenciou duas soluções: um espaço com “pufs” no meio do museu, escadas rolantes e elevador e muitas informações históricas interessantes.
O museu funciona de terça a domingo, das 9 às 18 horas. Os adultos pagam 8,00€, estudantes pagam 6,00€ e as crianças até aos 14 anos acompanhadas por adultos entram "à borla". Para quem gosta, tem guias eletrónicos em várias línguas à disposição e, além disso, “grátis”!

Para mais informações é só entrar no site oficial (em inglês) e divertir-se!

Segundo o museu, são esperados 200.000 visitantes por ano no novo museu.